Momento: Prioridades econômicas para o novo governo

Momento: Prioridades econômicas para o novo governo

Com um mandato eleitoral decisivo, o novo governo de Bangladesh deve agora passar da retórica política para uma gestão econômica disciplinada — estabilizando o presente e, ao mesmo tempo, lançando as bases para uma reforma estrutural de longo prazo.

Com um mandato eleitoral garantido, o governo recém-eleito de Bangladesh enfrenta agora um teste crucial: transformar as promessas de campanha em resultados econômicos críveis. As eleições inspiram esperança; a governança exige disciplina. Os próximos meses determinarão se as promessas políticas se traduzirão em um impulso econômico sustentável.

A trajetória de desenvolvimento de Bangladesh tem sido notável. Nas últimas décadas, o país alcançou um crescimento constante do PIB, expandiu a infraestrutura, aumentou a expectativa de vida e reduziu significativamente a pobreza. No entanto, o atual cenário econômico apresenta desafios inegáveis ​​— inflação persistente, pressão sobre as reservas cambiais, dificuldades no setor bancário, espaço fiscal limitado e crescentes preocupações com o emprego entre a população jovem.

O caminho a seguir exige priorização, sequenciamento e reforma institucional. Nem todos os objetivos podem ser perseguidos simultaneamente. O foco estratégico determinará o sucesso.

Estabilizar primeiro, reformar depois.

A estabilidade macroeconômica deve ser a prioridade imediata do governo. A inflação corroeu o poder de compra das famílias, afetando desproporcionalmente as famílias de renda média e baixa. A volatilidade cambial complicou o planejamento de importações, enquanto as empresas permanecem cautelosas em meio à incerteza.

Restaurar a estabilidade de preços por meio de políticas fiscais e monetárias coordenadas é essencial. Gerenciar os subsídios de forma mais eficiente — protegendo, ao mesmo tempo, os grupos vulneráveis ​​por meio de apoio direcionado — ajudará a reduzir a pressão fiscal sem causar dificuldades sociais. Fortalecer a gestão das reservas cambiais e incentivar a diversificação das exportações pode restaurar ainda mais a confiança.

Sem estabilidade, as iniciativas de desenvolvimento correm o risco de perder eficácia antes mesmo de começarem.

Restaurar a confiança no setor financeiro

Um sistema bancário resiliente é a espinha dorsal da expansão econômica. No entanto, o aumento dos empréstimos inadimplentes, as fragilidades na governança e a aplicação desigual das regulamentações minaram a confiança pública.

O novo governo deve fortalecer a supervisão regulatória, aplicar os mecanismos de recuperação de empréstimos e aprimorar os padrões de governança — particularmente nas instituições estatais. Relatórios transparentes, prestação de contas e alocação prudente de crédito garantirão que os recursos financeiros fluam para os setores produtivos, em vez de atividades especulativas ou influenciadas politicamente. Um setor financeiro disciplinado envia um sinal poderoso aos investidores: o de que o crescimento econômico será baseado em fundamentos sólidos.

Expandir o espaço fiscal por meio da reforma tributária

Promessas eleitorais ambiciosas — sejam elas relacionadas à infraestrutura, proteção social ou programas de emprego — exigem sustentabilidade fiscal. A relação entre impostos e PIB de Bangladesh permanece modesta em comparação com economias semelhantes, limitando a capacidade do governo de investir sem aumentar a dívida.

Expandir a base tributária, modernizar a administração tributária por meio de sistemas digitais e reduzir a dependência de impostos indiretos devem ser prioridades nos esforços de reforma. Formalizar partes da economia informal e melhorar a eficiência aduaneira podem aumentar ainda mais a arrecadação de receitas.

A reforma fiscal não se resume a arrecadar fundos; trata-se de construir força institucional e credibilidade política.

Emprego: O imperativo político e econômico

Uma grande parcela da população de Bangladesh é jovem. Essa realidade demográfica representa tanto oportunidade quanto risco. A criação de empregos deve se tornar o foco central da formulação de políticas econômicas.

Incentivar indústrias com uso intensivo de mão de obra, facilitar o acesso ao financiamento para PMEs e alinhar programas de formação profissional com a demanda do mercado podem gerar empregos em larga escala. A economia digital — particularmente os serviços habilitados por TI e o trabalho freelancer — também oferece um potencial substancial para jovens empreendedores. O crescimento econômico que não gera empregos corre o risco de ampliar a desigualdade e a frustração social. O crescimento precisa ser inclusivo para ser sustentável.

Diversificar para construir resiliência

A força das exportações de Bangladesh tem se concentrado, há muito tempo, na confecção de roupas. Embora esse setor continue competitivo globalmente, a dependência excessiva de uma única indústria expõe a economia a choques externos. Incentivos políticos devem apoiar a diversificação para os setores farmacêutico, agroindustrial, de engenharia leve, de serviços de TIC e outros setores emergentes. Zonas econômicas especiais devem oferecer clareza regulatória e infraestrutura confiável para atrair investimentos de longo prazo. A diplomacia comercial pode ajudar a garantir o acesso a novos mercados, enquanto Bangladesh se prepara para sua eventual transição do status de país menos desenvolvido.

Energia e infraestrutura com disciplina

A segurança energética continua sendo uma preocupação urgente. O aumento dos custos de importação e os gargalos no abastecimento têm afetado a produtividade industrial. Uma estratégia energética equilibrada — combinando recursos domésticos

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