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Preâmbulo
Rui Patrício; Cédric, Fonte, Pepe, Guerreiro; Carvalho; Sanches, Silva, João Mário; Nani, Ronaldo: nomes marcados na alma de todos os adeptos do futebol português. E, no entanto, a equipa que conquistou o Euro 2016, o primeiro título internacional depois de uma longa espera e de muita dor, é tão inferior àquela que desde então não conseguiu chegar perto, que é quase tolice.
O futebol, porém, é uma arte e não uma ciência, o trabalho de equilibrar uma equipa necessita tanto de sentimento como de cálculo – sentimento que escapou a Fernando Santos e, até agora, também escapou a Roberto Martínez.
Anteriormente, era fácil culpar Cristiano Ronaldo, a sua incapacidade de pressionar tornava quase impossível jogar num estilo moderno e por cuja mera presença todos os ligados à equipa pareciam impressionados. Agora, porém, a meta tática mudou um pouco – as melhores equipes geralmente ficam de fora – e os jogadores atrás dele são tão bons, sua posição no jogo é tão alta que eles realmente deveriam ser capazes de suportar a folga física enquanto facilitam a finalização que permanece excelente. A sua hora é agora – mas também a sua hora foi em 2020, 2022 e 2024 – sem nenhuma garantia de que Bruno Fernandes, Berrnardo Silva, Rúben Dias e João Cancelo manterão os níveis actuais até 2028. É muita pressão para um grupo que não tem estado bem.
A RDC também não facilitará as coisas. Anteriormente conhecido pelo ataque caótico, sob o comando de Sébastien Desabre eles se transformaram em uma equipe defensiva corajosa, difícil de penetrar, mas que luta para penetrar. Eles tiveram que lutar para se classificar, precisando de playoff e prorrogação, mas agora que estão aqui, participando de sua primeira Copa do Mundo desde 1974, não será fácil se abalar. E, como a Espanha descobriu, qualquer equipa disciplinada e organizada pode ser difícil de quebrar, sendo que o pedigree dos quatro defesas da RDC – que inclui Aaron Wan-Bissaka, Axel Tuanzebe, Chancel Mbemba e Arthur Masuaku – é muito maior que o de Cabo Verde.
É claro que o resultado mais provável é uma vitória confortável de Portugal, mas, como o jogo – e a vida real – nunca se cansam de nos lembrar, eles não se importam com o que deve acontecer, apenas com o que acontece. A linha entre a imortalidade e a ignomínia é tênue.
Início: 12h local, 13h EDT, 18h BST, 3h AEST
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