Keir Starmer escapa de investigação sobre ‘enganar o parlamento’

LONDRES (Reuters) – Os legisladores britânicos votaram nesta terça-feira contra o lançamento de um inquérito para saber se o primeiro-ministro Keir Starmer enganou o Parlamento em declarações sobre sua decisão de nomear Peter Mandelson como embaixador nos EUA.

Starmer nomeou Mandelson em dezembro de 2024, e o ex-embaixador foi demitido em setembro passado, quando se descobriu que seus laços com o falecido agressor sexual dos EUA, Jeffrey Epstein, eram mais profundos do que se sabia anteriormente. A polícia prendeu Mandelson em fevereiro por suspeita de má conduta em cargo público, mas não o acusou.

O primeiro-ministro resistiu à pressão para renunciar por causa do assunto, dizendo que Mandelson mentiu sobre a sua relação com Epstein. Starmer também disse que as autoridades ocultaram dele informações sobre o processo de verificação que o teriam impedido de marcar a nomeação.

Na terça-feira, os legisladores votaram 335 a 223 contra o pedido ao Comitê de Privilégios para investigar se Starmer havia enganado a Câmara dos Comuns em vários assuntos, inclusive dizendo que o “devido processo completo” foi seguido em torno da nomeação.

Se o comitê tivesse descoberto que Starmer enganou deliberadamente o parlamento, seria esperado que ele renunciasse.

Starmer criticou a tentativa, liderada pelo chefe da oposição do Partido Conservador, Kemi Badenoch, de lançar uma investigação, chamando-a de um golpe político programado para influenciar os eleitores antes das eleições locais e regionais.

Ele ordenou que os legisladores do seu Partido Trabalhista, de centro-esquerda, se opusessem a uma investigação, resultando na rejeição esmagadora. Badenoch disse que era um sinal da fraqueza de Starmer o fato de ele ter usado tal ordem.

Publicado em Dawn, 29 de abril de 2026

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